Segundo João Accioly, consumidor apresenta crescente interesse em comprar produtos que não agridam tanto ao meio ambiente

Um interesse maior em participar do mercado de carbono traz, aos olhos do público, uma melhora de imagem da empresa entre o público consumidor, na análise de João Accioly, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na prática, pontuou ele, o consumidor apresenta crescente interesse em comprar produtos que não agridam tanto ao meio-ambiente – e até mesmo a pagar mais por esses itens, o que também seria algo vantajoso, tanto no lado empresarial quanto para a sociedade.

Ele deu as declarações durante a “Glocal Experience”, na marina da Glória, no Rio de Janeiro, evento que discute os caminhos do mundo na trajetória da sustentabilidade, e da transição energética, com participação de representantes do governo, iniciativa privada, instituições, academia e líderes da sociedade.

Em painel sobre mercado de carbono, mediado por Daniela Chiaretti, repórter especial de Ambiente do Valor, o diretor da CVM explicou aos presentes como funciona o mercado de carbono.

Em síntese, uma empresa se dispõe, voluntariamente, a reduzir emissões de carbono ou, se emitir muito, realiza ações de compensação das ações que permitiram maior emissão na atmosfera – como plantar árvores, por exemplo. Nesse mercado, são gerados créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões, que são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa.

O diretor comentou como a demanda por produtos que agridam menos ao meio ambiente gerou o fortalecimento do mercado de carbono, com o passar dos anos. E, em seu entendimento, quanto mais pessoas atribuem valor a itens que sejam sustentáveis em termos de não emitir tanto carbono na atmosfera, maior valor em termos de imagem a empresa que o fizer terá, aos olhos do consumidor.

“Isso faz com que as empresas tenham interesse [em produzir itens nessa linha]” notou.

No Brasil, existe um mercado voluntário de carbono, explicou o diretor, no qual as companhias tomam iniciativas em produzir itens que possam, no processo produtivo, não emitir tanto gases danosos ao meio ambiente; ou então que, se gerar emissões elevadas, compensá-las de alguma maneira.

“Para termos um mercado regulado [de carbono], é preciso de lei. Não temos uma lei que imponha isso ainda”, disse, explicando que, nesse caso, seriam estabelecidos para as empresas “tetos” de emissão de carbono na atmosfera, e compensações caso esse teto seja superado.

A Glocal Experience é uma iniciativa da Dream Factory, com a correalização da Editora Globo, que edita o Valor; e os parceiros oficiais de mídia “O Globo”, “Extra”, Valor e CBN.

FONTE: https://valorinveste.globo.com

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